03/12/09

Painel 1


Painel 2


Painel 3


Painel 4


Painel 5




O Exercício na Terceira Idade


Com o envelhecimento da população, especialmente nos últimos anos, novas necessidades e desafios surgem no que se refere à saúde. Entre eles, aparece a idéia que não basta só envelhecer, mas sim o fazer com qualidade de vida. Assim, a prática de exercício físico continuada é fundamental para que isso ocorra. Seus incontáveis benefícios contribuem em diversas componentes da qualidade de vida, das quais algumas serão pormenorizadas a seguir.

Com o passar dos anos, o rendimento físico das pessoas tende a cair. A flexibilidade diminui, subir uma escada já não é mais como antes e a disposição para encarar os pequenos desafios do dia-a-dia é menor. Esse fenômeno tem explicações múltiplas, entre as quais estão o aumento de massa gorda (devido a uma queda no metabolismo basal não acompanhada de uma diminuição da ingestão calórica) e a fragilização óssea (especialmente nas mulheres, cujas taxas de estrógeno e portanto a fixação de cálcio tendem a cair). E muitos crêem que isso é natural, ou seja, na velhice as pessoas são fragilizadas e se locomovem com dificuldade. Essa idéia mudou radicalmente: principalmente através do exercício físico, é possível envelhecer com o mínimo de perda de disposição e de força. Isso ocorre basicamente por dois mecanismos. O primeiro é mais óbvio: a prática de exercício físico, especialmente modalidades aeróbicas (menor intensidade e maior duração), obtém sua energia da beta-oxidação de ácidos graxos provenientes, ao menos em parte, das reservas adiposas. Já o segundo promove o incremento de massa óssea, importantíssimo para a osteoporose que afeta tantas pessoas nessa fase. Para ele existem duas explicações, que não são necessariamente excludentes: uma afirma que as pressões nos ossos advindas de exercícios repetidos com pesos (musculação) promove algo próximo a ‘micro lesões’ que estimulam a secreção de mais matriz óssea; a outra defende que o impacto de exercícios como caminhada e corrida também promove esse estímulo.

Além de benefícios físicos, há também diversos benefícios psicológicos decorrentes da prática contínua de exercício físico. Entre eles está o combate a depressão, que já foi comprovado empiricamente por diversos estudos. O que ainda não está certa é a explicação bioquímica desse efeito. Alguns afirmam que a depressão diminui porque a pessoa aumenta sua auto-estima, sentindo-se mais disposta com os primeiros resultados e melhorando a auto-imagem. Outras teorias postulam explicações fisiológicas das mais variadas, entre elas aparecem o aumento de dopamina e serotonina (neurotransmissores relacionados com a sensação de bem-estar), além da influência do exercício no eixo hipófise-hipotálamo-adrenal (HHA).

Assim concluímos que envelhecer bem só é possível com exercício físico. Ele promove a qualidade de vida por diversos caminhos, entre os quais o ganho de disposição física e o combate à depressão. Vimos ainda que a prática de exercício físico é capaz de prevenir e combater diversos males característicos da velhice, como quedas e osteoporose. Assim, fica claro que o exercício, como em todas as fases da vida, é também essencial aos idosos.


Referências Bibliográficas:

IMPACTO DA ATIVIDADE FÍSICA NA DEPRESSÃO EM IDOSOS

Profa Ms. Andréa Camaz Deslandes

Instituto de Psiquiatria (IPUB)

Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ)

http://grupoanima.org/wp-content/uploads/livro_edmundo_08-06.pdf



02/12/09

Diabetes e Exercício


O exercício físico é benéfico para qualquer pessoa. No entanto, pode-se observar, nos diabéticos, uma melhora na qualidade de vida e no controle da doença, graças à pratica de atividades físicas, além de todos os benefícios já conhecidos pela prática regular de exercícios. Foi realizado um estudo pela Universidade Federal de Campinas, que analisou o efeito da prática de exercícios em diabéticos:

“O objetivo deste trabalho foi analisar o efeito do exercício físico regular no controle glicêmico em indivíduos diabéticos tipo 2, tratados e não tratados com insulina, em pessoas da região do Vale do Itajaí, SC, com idades entre 45 e 75 anos. Foram realizados testes de glicemia jejum (GJ), hemoglobina glicosilada (HbA1) e glicemia capilar nos clientes da Unicardio/HSC e nos participantes da Associação dos Diabéticos de Blumenau (n= 33), onde estes passaram por um programa de exercício físico de 10 semanas, após as quais os participantes da amostra foram reavaliados. Foi avaliado também: perfil lipídico, pressão arterial, freqüência cardíaca de repouso e índice de massa corporal”.

Os resultados do estudo podem ser resumidos da seguinte forma:

“No presente estudo, o programa de exercício físico em indivíduos com DM2 induziu melhora nas variáveis: glicemia de jejum, HbA1, lipídios plasmáticos, freqüência cardíaca de repouso e índice de massa corporal. Os resultados obtidos para o grupo de diabéticos tipo 2, estudado após 10 semanas desse programa, estão de acordo com o esperado para o tratamento dessa doença. A glicemia de jejum isolada após o treinamento físico baixou. Isso poderia ser justificado pelo efeito benéfico do exercício, tal como a melhora da captação de glicose que se encontra aumentada durante o exercício físico, mesmo com baixos níveis insulinêmicos”.

Os gráficos abaixo mostram as melhoras nos níveis de glicose, hemoglobina glicosilada, lipídios plasmáticos e freqüência cardíaca, respectivamente.





De fato, o que acontece é que, no músculo esquelético, a glicose consegue entrar nas células graças à presença de receptores para a glicose, conhecidos como GLUT 4. Estes são dependentes de insulina, portanto só captam glicose na presença de concentrações altas desta. No diabetes, essa captação é deficiente, ou devido à ausência de insulina, no caso do diabetes tipo I, ou devido à resistência à insulina, no caso da diabetes tipo II. O exercício físico aumenta o número de GLUT’s no músculo, facilitando a captação de glicose mesmo na diabetes. Assim sendo, o exercício se torna uma maneira eficaz de minimizar os efeitos da diabetes, auxiliando no tratamento e melhorando a qualidade de vida do diabético.



Bibliografia:

http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S0004-27302002000500009&script=sci_arttext



















28/11/09

O Exercício e Os Jovens

O exercício físico especialmente desenvolvido para crianças promove grandes benefícios no desenvolvimento corporal. A criança adquire uma maior noção de seu corpo no seu espaço, o que implica uma coordenação motora mais fina e apurada. Isso ocorre porque ela é colocada em situações ainda não experimentadas, em que seu cérebro cria novas sinapses na tentativa de se adaptar. Outra contribuição importante para o crescimento da criança é o aumento do pico noturno de GH (hormônio do crescimento) nos indivíduos que praticam exercício, que é verificado empiricamente, mas ainda não tem suas causas totalmente esclarecidas.

Quanto à componente psicológica, o exercício exerce sua contribuição especialmente na forma de esporte. A criança e o adolescente aprendem, na prática desportiva, lições de educação, respeito às regras e como se portar frente a uma derrota. Assim o exercício ajuda a formar um cidadão com mais auto-estima e mais preparado para enfrentar os desafios da vida em sociedade.

Finalmente, é importante ressaltar que uma criança e um adolescente que praticam exercício físico possuem maiores chances de se tornarem um adulto ativo. Isso reforça ainda mais a idéia inicialmente apresentada, a qual afirma que o exercício físico no grupo jovem (crianças e adolescentes) possui benefícios profundos no futuro desses indivíduos. Sendo assim, a prática de exercício físico está mais do que indicada para os jovens, assim como para todos que buscam mais qualidade de vida.


à Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte

Posicionamento Oficial

Atividade física e saúde na infância e adolescência”

http://www.lucianorezende.com.br/v2007/medico/pdf/SBME_PosicionamentoOficial_1998_AtividadeFisicaeSaudeInfanci.pdf


à CRIANÇAS, ADOLESCENTES E ATIVIDADE FÍSICA:

ASPECTOS MATURACIONAIS E FUNCIONAIS

Hugo TOURINHO FILHO; Lilian Simone Pereira Ribeiro TOURINHO

http://www.edulife.com.br/dados\Artigos\Educacao%20Fisica\Educacao%20Fisica%20Escolar\Criancas,%20adolescentes%20e%20atividade%20fisica.pdf

26/11/09

Vigorexia


Um assunto bastante atual em nossa sociedade que de certa forma está diretamente relacionado à pressão sociológica e midiática de se ter um corpo forte, musculoso e perfeito.

“A Vigorexia, mais comum em homens, se caracteriza por uma preocupação excessiva em ficar forte a todo custo. Apesar dos portadores desses transtornos serem bastante musculosos, passam horas na academia malhando e ainda assim se consideram fracos, magros e até esqueléticos”.

“O termo Vigorexia, ou Síndrome de Adônis, foi primeiramente assim denominado pelo psiquiatra americano Harrisom G. Pope, da Faculdade de Medicina de Harvarde, Massachusetts. Os estudos de Pope foram publicados na revista Psychosomatic Medicine com a observação de que cerca de um milhão de norte-americanos entre os nove milhões adeptos à musculação podem estar acometidos pela patologia emocional”.

Os sintomas da Vigorexia se evidenciam pela obsessão em tornar-se musculosos. Essas pessoas olham-se constantemente no espelho e, apesar de musculosos, podem ver-se enfraquecidos ou distantes de seus ideais. Sentirem-se assim incompletos, faz com que eles invistam todas as horas possíveis em exercícios e ginásticas para aumentar sua musculatura.”


Conseqüências da Vigorexia

Uma das conseqüências da vigorexia ou overtraining, dizem respeito ao excesso de treinamento e às reações corporais, são reações semelhantes ao estresse tais como: insônia falta de apetite, irritabilidade, desinteresse sexual, fraqueza, cansaço constante, dificuldade de concentração entre outras.

“A situação se agrava quando surge o consumo de esteróides e anabolizantes com o fim de conseguir melhores resultados. O consumo destas sustâncias aumenta o risco de doenças cardiovasculares, lesões hepáticas, disfunções sexuais, diminuição do tamanho dos testículos e maior propensão ao câncer da próstata.”

É importante lembrar que nem todo fisiculturista sofre desse transtorno, mas se esse esportista se preocupar exageradamente com seu desempenho na competição e se considerar mais fraco do que seus adversários, ou seja, com sua imagem distorcida então teríamos assim um vigoréxico.

Bibliografia:

http://gballone.sites.uol.com.br/alimentar/vigorexia.html

25/11/09

Gravidez e Exercício

A prática regular de exercício físico é recomendada para todas as gestantes, pois há benefícios tanto para a mulher quanto para o bebê.

Toda mulher grávida deve ser avaliada médica e obstetricamente antes de começar qualquer programa de exercício físico. A avaliação dever incluir também uma história físico-esportiva completa e uma determinação do estado de condicionamento físico. Os testes mais frequentemente usados são o caminhar na esteira rolante (não é preciso correr) e pedalar na bicicleta ergométrica.

Recomenda-se que a intensidade do exercício não exceda uma freqüência cardíaca de 140 sístoles que refletiria minuto. E dependendo do objetivo desejado, do nível de condicionamento físico da mulher e da intensidade do exercício serão estabelecidas a duração e frequência. Quanto maior a intensidade da atividade, menor será a frequência e a duração. É recomendado, que se mantenha um regime de treinamento físico com uma intensidade de 60-70% da frequência cardíaca máxima não alem de 30 minutos três vezes por semana. Portanto devem-se praticar atividades de intensidade leve a moderada durante toda a gravidez e repouso no último mês.

A escolha de um programa de exercícios dependerá das preferências da mulher e dos recursos disponíveis. Mas existe para mulher grávida uma série de atividades físicas convenientes e benéficas pelo baixo risco para a saúde.

A partir de pesquisar relacionadas a gravidez e atividade física tem-se como principais efeitos:


  • Menor ganho de peso e adiposidade aterno
  • Diminuição do risco de diabetes
  • Diminuição de complicações obstétricas
  • Diminuição na incidência de cesárea
  • Melhora na capacidade física
  • Melhor auto-estima

Praticar exercícios durante a gravidez diminui o risco de dar à luz um bebê com excesso de peso ao nascer. A conclusão é de um estudo norueguês, feito pelo Instituto de Saúde Pública da Noruega, em Oslo.

A análise dos dados revelou que quem se exercitava regularmente -pelo menos três vezes por semana em atividades como natação, caminhada, bicicleta e dança- teve um risco entre 23% e 28% menor de gerar um bebê com sobrepeso.



Excesso de glicose

Mesmo sem desenvolver o diabetes, muitas grávidas apresentam um estado de resistência à insulina. Isso leva ao aumento do açúcar em circulação no sangue. Com a alta da glicemia, o bebê acaba sendo alimentado excessivamente. Sabe-se que os exercícios ajudam a prevenir esse quadro.

A macrossomia fetal é definida quando o bebê pesa mais de 4 kg ao nascer. O excesso de peso traz riscos à saúde da mãe e do bebê, como lacerações no períneo, hemorragias pós-parto, lesões no ombro do bebê, baixos índice no testes de Apgar (que mede a vitalidade do bebê ao nascer) e maior chance de obesidade no futuro.

Atualmente, os exercícios na gravidez costumam ser encorajados a gestantes que não tenham nenhuma contraindicação. De modo geral, para mulheres sedentárias os médicos recomendam esperar o término do primeiro trimestre.

As grávidas que já praticavam esportes não precisam esperar três meses e podem apenas fazer ajustes no ritmo.

Bibliografia:

Tratado de Fisiologia Aplicada à ciência da saúde - Carlos Roberto Douglas 4ª Edição

www1.folha.uol.com.br/.../ult263u646507.shtml




24/11/09

Video e bibliografia

.

video

BIBLIOGRAFIA:

Fisiologia aplicada à Nutrição - Carlos Roberto Douglas 2ª edição

http://biologia.ifsc.usp.br/bio1/capitulos/cp5parte2.pdf

http://pt.shvoong.com/books/1786816-fadiga-muscular/

http://www.cursoanglo.com.br/WebStander/disciplinas/index.asp?Cod=151

http://www.fm.usp.br/

Ganho de Músculo

Ganho de massa muscular:



Os exercícios físicos estimulam o aumento das miofibrilas, estimulando a síntese de proteína contrátil e aumentando o tamanho do músculo num processo denominado hipertrofia. O crescimento normal do músculo acontece através da hiperplastia, que consiste no aumento do número de células. No músculo estriado esquelético, a hiperplasia se inicia no embrião e ocorre até o estágio adulto, quando o tamanho corporal máximo (ossos e músculos) é atingido. Porém nosso músculo possui células satélites que são espécies de células tronco que podem se diferenciar em fibras musculares caso haja estímulo para isso.


Em uma atividade física ocorrem pequenas rupturas nas miofibrilas musculares, e como resposta celular são sintetizados partes de miofilamentos que são postos nessas rupturas aderindo-as, o que faz o miofilamento crescer, e há ainda a construção de outros miofilamentos por completo. Assim a fibra muscular ganha volume

Fibras musculares

Fibras Musculares:


Encontram-se dois tipos distintos de fibras musculares nos múculos esquelético, e são denominadas brancas (rápidas) e vermelhas (lentas). As fibras brancas praticapente não possuem mioglobina e possuem pouca mitocôndria; como sabe-se que é devido à mitocôndria que possuimos a produção de ATP aeróbia, fica claro que sua fonte de energia é praticamente a glicose e glicogênia em produção anaeróbia. Já as fibras vermelhas possuem essa coloração pois sao bem mais vascularizadas (para maior entrada de Oxigênio), possuem bem mais mioglobinas e são ricas em mitocôndrias, por isso têm a capacidade de produção energética aeróbicamente. Ao saber a velocidade das vias podemos compriender porque esses distintos tipos de fibras possuem velocidade de resposta de contração diferentes, o que podemos atribuí-las às atividades intensas ou moderadas.


O músculo Humano é composto pelos dois tipos de fibras, e sua variação de quantidade de pessoa para pessoa é devido à genética e ao tipo de exercício que a pessoa mais pratica.





Exercício aeróbico exige maior contração das fibras vermelhas:
















Exercício anaeróbico exige maior contração das fibras brancas:





Extresse Oxidativo

Os radicais livres de oxigênio são produzidos naturalmente pelo nosso corpo e nem sempre são danosos ao organismo, tendo até mesmo funções importantes como na ativação do sistema imunológico, no processo de desintoxicação de drogas entre outras . Cerca de 2 a 5% do oxigênio total consumido dá origem a produtos reduzidos como o radical ânion superóxido, peróxido de hidrogênio e radicais hidroxila. Essas espécies de subprodutos são chamadas de espécies reativas de oxigênio (EROs) . Altos níveis de EROs são causam cosequencias destrutivas, como a oxidação de estruturas celulares e o prejuízo na homeostase intracelular. Com o objetivo de diminuir a ação tóxica da EROs, o organismo dispõe do sistema enzimático antioxidante. Além disso, também existem moléculas com ação antioxidante que são consumidas na dieta, como α-tocoferol (vitamina E), β-caroteno (precursor de vitamina A), selênio, zinco, cobre, glutationa reduzida (GSR) e ácido ascórbico .


Alguns alimentos que contêm moléculas antioxidantes: laraja(ácido ascórbico), cenoura (β-caroteno), amendoim(α-tocoferol), entre outros.

Embora essas defesas antioxidantes reduzam o risco de lesões oxidativas a prática constante de exercício extenuante pode desencadear um desequilíbrio entre a defesa antioxidante e a produção da EROs gerando uma situação de estresse oxidativo.

O aumento de radicais livres está associado com o exercício físico devido a um aumento do consumo de oxigênio pelos tecidos ativos. Verificou-se que após o exercício físico de curta ou longa duração existe um aumento da concentração de radicais livres nos tecidos que coincide com a presença de danos teciduais. Na realidade, a relação entre estresse oxidativo e exercício físico está diretamente relacionada à intensidade e duração do exercício. O exercício físico extenuante pode desencadear o estresse oxidativo que gera diminuição do desempenho físico, fadiga muscular, danos musculares, promovendo alteração do sistema imune e do estado de treinamento dos indivíduos. As conseqüências do estresse oxidativo são mais acentuadas em indivíduos pouco treinados que realizam exercícios com intensidade e duração acima do seu condicionamento físico.

Na maioria dos casos, verifica-se que quanto maior é a intensidade do exercício (> 70% do consumo de oxigênio máximo [ O2máx]), maior é a síntese de ERO. Indivíduos que se submetem a exercícios intensos e prolongados ou treinos exaustivos, ou ainda, que possuem freqüência de treinamento muito elevada podem exceder a capacidade do sistema antioxidante endógeno, promovendo estresse oxidativo.




Bibliografia:
SCHNEIDER, Cláudia Dornelles ; OLIVEIRA, Alvaro Reischak de . Radicais livres de oxigênio e exercício: mecanismos de formação e adaptação ao treinamento físico. Rev Bras Med Esporte _ Vol. 10, Nº 4 – Jul/Ago, 2004

CRUZAT, Vinicius Fernandes; ROGERO, Marcelo Macedo; BORGES, Maria Carolina and TIRAPEGUI, Julio. Current aspects about oxidative stress, physical exercise and supplementation. Rev Bras Med Esporte [online]. 2007, vol.13, n.5, pp. 336-342. ISSN 1517-8692.

Imagem:http://territoriofeminino.blogtv.uol.com.br/img/Image/MulheresPossveis/2008/Janeiro/antioxidantes.jpg

Suplementação Fazer ou Não?

Suplementação para praticantes de atividade física







O uso de suplementos alimentares usados para fins de melhorar o desempenho no exercício físico não só existe como também é muito comum. Porém não é muito difícil encontrar médicos que são contra esse ato por diversos motivos, apesar de muitos outros receitarem com bastante frequência.

Artigo publicado no dia 8 de maio de 2009 contará melhor a polêmica que causa essa discussão:

"


"Suplementação alimentar é tema de mesa redonda no 21º
Congresso Brasileiro de Medicina do Esporte e do Exercício

A Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte e do Exercício reuniu a classe médica e a comunidade científica especializada em debate sobre o uso orientado dos suplementos alimentares para o praticante de atividade física e convoca profissionais da área e opinião pública a debater o assunto.

São Paulo, 08 de maio de 2009 – Na manhã de ontem, dia 07, Euclésio Bragança, médico nutrólogo e presidente da ABENUTRI - Associação Brasileira de Empresas de Produtos Nutricionais, coordenou a mesa redonda “A suplementação nutricional e o praticante de atividade física”, no 21º Congresso Brasileiro de Medicina do do Esporte e do Exercício, que acontece até sábado (08/05) no Centro de Convenções Rebouças, em São Paulo.
Ao lado de José Maria Santarém Sobrinho, médico fisicultor e professor da Universidade de São Paulo (USP), e Samir Daher, presidente da Sociedade
Paulista de Medicina Desportiva e Secretário Geral da Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte e do Exercício, Bragança mediou o debate sobre uso adequado da suplementação nutricional, mais conhecida como imentos para praticantes de atividade física, e alertou para os riscos do uso de esteróides nabólicos (anabolizantes) e outros tipos de doping. Além disso, defendeu a utilização dessa categoria de alimento para melhorar a qualidade nutricional da população, com reflexo positivo na saúde pública. “Se as pessoas praticarem atividade física regularmente e adotarem suplementos alimentares sob orientação médica na composição de uma dieta variada e equilibrada, certamente não faltarão nutrientes em seu organismo. Logo, haverá controle da obesidade e menor gasto com medicação e internação, gerando bem estar, além de desonerar os cofres públicos”, afirma Bragança.
Durante o discurso de Samir Daher, o médico abordou o fato de que hoje mais de 20 milhões de brasileiros são praticantes de atividade física, com certa regularidade, sem visar competição. “É grande o número de pessoas que fazem uso da suplementação alimentar, o que pode trazer benefícios ao organismo, especialmente se houver uma orientação de um médico ou nutricionista, profissional habilitado a definir o tipo e quantidade necessária de acordo com o perfil do esportista ou praticante de atividade física”, orienta o especialista. Na contramão desse avanço, onde cada vez mais pessoas buscam se exercitar na busca por saúde e qualidade de vida, a Anvisa pretende restringir o consumo de suplementos alimentares a apenas 10 ou 15 mil atletas considerados de alto rendimento.
Já na opinião de José Maria Santarém, o suplemento nutricional é um recurso prático que ajuda a equilibrar a dieta de quem tem o objetivo de melhorar seu desempenho durante a prática de exercícios. “Acho muito controverso afirmar que só o atleta profissional busca desempenho. O praticante de atividade física quer melhorar sua saúde, a estética e a qualidade de vida, e utilizará todas as ferramentas disponíveis para aumentar sua performance, desde a escolha do tênis à dieta”, comenta o médico.
No final da mesa redonda, durante a sessão de perguntas e respostas, Fabio Saboya,da ABENUTRI, perguntou a Samir Daher de que forma a Sociedade Brasileira de Medicina do Esporte e do Exercício vem participando da consulta pública nº 60, da Anvisa, uma vez que no site da própria Agência consta a Sociedade como referência em determinados pontos muito específicos da consulta pública. “Não tivemos conhecimento do ocorrido. A Sociedade não recebeu nenhum comunicado oficial a respeito da consulta nº 60 da Anvisa com esse nível de detalhes. Essa informação não procede e vamos verificar o fato”, afirmou o médico.

Nova era da alimentação



“Os alimentos fast food também estão na contramão da conquista por uma vida saudável e os consumidores já conseguem ver a diferença”, comenta Bragança. Para os especialistas, a tendência é que a suplementação ganhe cada vez mais espaço como complemento ao novo modelo de alimentação, mais balanceada, pois é prático, facilmente absorvido pelo organismo e oferece um benefício fundamental - auxilia no equilíbrio da dieta com nutrientes que possam faltar dia-a-dia no prato do cidadão. Uma das propostas da ABENUTRI é apresentar aos governos estaduais e municipais que a adição de 15% de proteína na merenda escolar ajuda no aprendizado, já que os estudantes na faixa de 10 a 17 anos enfrentam uma série de alterações hormonais, modificações no corpo e estão na fase de maior gasto energético. “Hoje, o achocolatado servido nas escolas não possui mais do que 3% a 4% de proteína, o que torna o alimento altamente calórico devido sua base ser composta por carboidratos, açúcar e gordura. A ação visa equilibrar o alimento para que as crianças e adolescentes ganhem em qualidade de vida no futuro”, informa o nutrólogo.


Incentivo à indústria brasileira



O Brasil é o segundo maior produtor de soja do mundo e a proteína isolada da soja, encontrada em grande parte nos produtos internacionais, é matéria-prima farta para a indústria brasileira de suplementos alimentares. Outro passo importante da ABENUTRI será junto aos produtores de queijo, os quais descartam o soro, considerado subproduto. “Sabemos que esse é um grande problema para os fabricantes, pois esse material, quando lançado na natureza, causa um dano considerável ao meio ambiente. A proteína do soro de leite possui o melhor valor biológico entre todas as demais proteínas, oferecendo excelente eficiência metabólica”, explica Bragança.

Na luta contra a falsificação e uso de anabolizantes



Os profissionais também comentaram a questão dos produtos falsificados que circulam no mercado da suplementação alimentar, que não descriminam no rótulo o seu real conteúdo. “É certo que a maior parte desses produtos contém esteróides anabólicos”, comenta Bragança. Esse é um fato recentemente comprovado por meio de uma pesquisa realizada pelo Instituto Adolfo Lutz (IAL), a qual concluiu que de 111 produtos analisados, 85 amostras não apresentavam origem identificada. Já os demais tinham procedência, estavam de acordo com a regulamentação e sem anabolizantes.
“Essa é uma luta que não para e estamos juntos com a Anvisa, o Ministério Público e o órgão de Defesa do Consumidor para encontrarmos formas cada vez mais eficazes de fiscalização para tirarmos da visão do consumidor os produtos falsificados e que contenham anabolizantes. Mais do que isso, o consumidor precisa estar atento e comprar somente produtos com procedência e origem identificada”, finaliza Bragança."

Fadiga


A Fadiga musculas como icógnita:

“Como a contração muscular voluntária depende de vários fatores, como o sistema nervoso central, o neurônio periférico, a junção neuromuscular e os músculos estriados esqueléticos, são difíceis de estabelecer uma definição totalmente estrita de fadiga muscular
Segundo Edwards, a fadiga muscular é a incapacidade de manter a força requerida ou esperada de contrações musculares. A princípio, qualquer um desses fatores pode estar envolvido também integrado com o processo de fadiga muscular que, portanto, o fator fisiológico significativo para o desenvolvimento da fadiga pode ser de caráter mecânico, metabólico ou eletrofisiológico
Apesar da fadiga muscular se caracterizar como um fenômeno complexo atribuído a fatores múltiplos, alguns autores designam que a fadiga muscular pode ser classificada como de origem periférica ou central. O acúmulo de metabólitos como o ácido láctico ocorre durante atividade física intensa, sendo acompanhado por uma queda de pH tecidual. Entretanto, existem evidências de que o próprio aumento da concentração de íons hidrogênio possa ter um efeito inibitório sobre os filamentos contráteis, incluindo a redução na sensibilidade da troponina ao íon cálcio.
Entre esses metabólitos o ácido láctico vem sendo citado como um excelente indicador do sistema energético que está sendo utilizado predominantemente durante o exercício. O ácido láctico é produzido constantemente no organismo, tendo sua concentração aumentada na região muscular durante atividade física de alta intensidade. Alguns cientistas famosos demonstraram a formação de ácido láctico durante o momento da contração muscular, que nisso, muita atenção tem sido dada aos prováveis mecanismos que controlam sua produção e remoção durante o exercício.” (pt.shvoong.com/books/1786816-fadiga-muscular/)

Origem da energia muscular:


Como vimos, a contração muscular se dá graças ao acoplamento de um ATP como reagente hidrolisando-se à ADP + Pi, sendo esta reação super expontânea. Por isso é necessário constante fornecimento de ATP durante um exercício.
Há no músculo uma concentração de ATP livre que inicialmente pode vir a fornecer energia de 1 a 2 segundos de atividade muscular intensa, a partir daí é necessário buscar outros tipos de energia. A fosfocreatina presente no músculo é outra fonte de energia anaeróbica e pode fornecer energia de 6 a 8 segundos em uma atividade intensa; isso é possível pois com o aumento de [ADP] no músculo torna-se viável para a creatina quinase realizar a seguinte catalise:



Fosfocreatina + ADP + H⁺ <--------> Creatina + ATP

Por isso que hoje tornou-se comum para atletas e praticantes de atividade física tomarem creatina, pois essa nos períodos de repouso vira fosfocreatina e fica armazenada no músculo aumentando essa fonte de energia. Além disso a fosfocreatina, a grosso modo, tem um papel semelhante ao sódio, pois ele causa perturbação na pressão osmótica e "puxa" água para dentro da célula, aumentando seu volume; levando a uma hipertrofia aparente. Um possível rísco dessa vertente é o que fosfocreatina é convertida à creatinina espontaneamente em um ritmo lento, mas pode aumentar a concentração de creatinina no plasma de forma a causar danos no organismo; além de sobrecarregar o fígado, pode causar uma hipertensão, e a consequencia dessa nós já conhecemos.
Além da fosfocreatina temos a degradação de glicogênio resultando em uma glicólise, esta pode fornecer energia aeróbicamente quando o fornecimento de Oxigênio para o músculo é o bastante, e anaeróbicamente quando este forneciemento é insuficiente. O piruvato resultante pode virar lactato para a produção de mais NAD⁺, o que supriria eternamente a glicólise que produz 2 ATP's; porém essa fonte é muito pouco energética e não supre nossas necessidades por muito tempo.
E quando oferta de oxigênio é o bastante, torna-se possivel a transformação do piruvato em acetil-Coa, onde esse vai para o ciclo de Krebs o que resulta em uma produção muito maior de ATP, calcula-se que em torno de 38 ATP's. Em um exercício intenso a oferta de oxigênio não corresponde à demanda e por isso a via que se torna possível é a anaeróbia, o que não sustenta a demanda energética por muito tempo, por isso o corpo humano não resiste exercitar-se intensamente por muito tempo. Quando a via aeróbia é bem exercida, com o tempo a degradação de glicogênio é inibido pela alta concentração de citrato formado, com isso é demandado dos tecidos adiposos (nossa reserva de ácidos graxos que pela beta-oxidação viram acetil-Coa que é transportado para o músculo em forma de corpos cetônicos) uma nova fonte de energia.
Esses processos todos possuem velocidades diferentes para fornecimento de energia. A fosfocreatina é a fonte mais rápida depois do ATP livre utilizado, depois vem a glicólise anaeróbia, seguindo para a aeróbia e depois para os ácidos graxos. "É importante ressaltar que todas essas vias são solicitadas em qualquer exercício físico, o que varia é a contribuição relativa de cada sistema para o total de energia conforme a intensidade e a duração do exercício. O fornecimento de energia é portanto um processo contínuo, em que uma das fontes é acionada ates que a anterior se esgote" (Anita Marzocco)


Contração Muscular - Como Ocorre?



A bioquímica do exercício roda, principalmente, em torno do nosso sistema muscular esquelético, pois é nele que acontecem as primeiras transformações para que se construa um movimento ordenado. Apresentaremos como introdução um pouco sobre esse sistema fantástico e que caminho que encontrou para tornar possivel uma mudança de conformação poderosa ao ponto de fazer uma máquina (o corpo) se movimentar rapidamente; que foi de fato o que tornou possível nos exercitarmos. Porém antes de entendermos o funcionamento do músculo, devemos compriender de onde vem o comando para iniciação da contração.





















Desde o Sistema Nervoso Central é conduzido um impulso nervoso pelos nervos e então nas sinapses com as fibras musculares do musculo que se deseja contrair. Já na fenda pré sináptica podemos dividir as seguintes situações:

1º- Liberação de acetilcolina pela fenda pré-sináptica para a fenda sináptica por despolarização. A fenda pós sináptica tem receptores nicotínicos que intragem com o neurotransmissor fazendo com que o sarcolema (membrana plasmática do músculo) fique permeável ao sódio que entra dspolarizando toda a extensão dos túbulos T. Essa mudança de conformação polar incita os retículos sarcoplasmático à abrirem seus canais para passagem de cálcio para o citosol, este passa a favor do gradiente de concentração pois a concentração no citosol é extremamente menor ao do retículo sarcoplasmático (as tríades possibilitam que esse cálcio entre homogeneamente por toda a fibra muscular).

Para transformar energia em movimento a natureza estruturou o tecido muscular que se conforma em células multinucleadas que formam uma fibra muscular. Essa célula possue diversas ivaginações de sua membrana plamática (sarcolema) que são acompanhadas por retículo sarcoplasmático - têm a função de armazenar Cálcio que é essencial para a contração - a contração não passa de um encurtamento das miofibrilas, e essas são organizadas por diversos sarcômeros seguidos e aderidos pela linha Z. Os sarcômeros, por sua vez, possuem diversos tipos de proteínas, podendo serem subdividas em filamentos grossos e filamentos finos.

- A actina é o principal filamento fino. Sua forma globular (os monômeros de actina também chamados de actina G) dendro da célula se polimerizam formando uma fita helicoidal, tomando a sua forma chamada de actina F, que se adere à linha Z. Duas actinas F se enrrolam em dupla hélice, onde em seus sulcos encontram-se a tropomiosina, que é formada por duas cadeias enrroladas em alfa-hélice que encondem os sitio da actina. Homogeneamente encontram-se ligados aos filamentos de tropomiosinas as troponinas. Estas possuem três subunidades que desempenham funções distintas; a subunidade TnT se liga à tropomiosina, a TnI se liga à actina e a TnC possui um sítio de ligação para o cálcio.

- Como filamento grosso temos a Miosina, que é uma proteína cujas cadeias polipeptídicas organizam-se em uma porção fibrosa (uma parte linear denominada cauda e duas porções globulares denominadas cabeça). Sua cauda é linear e comprida formado por uma dupla hélice, sendo que em uma das extremidades essas hélices dobram-se em duas articulações, sendo que após a segunda estão dispostas duas cabeças que têm função ATPásica. Os pontos de articulação permitem as mudanças de orientação da molecula de miosina em relação ao filamento fino, durante o ciclo de contração muscular.

Sabendo a estrutura do músculo estriado esquelético poderemos entender sua bioquímica e assim compriender a fantática forma que a célula encontrou para fornecer à toda máquina (o corpo) a capacidade de movimentar-se em segundos, podendo assim exercer uma atividade.


Mecanismo da Contração muscular:

Entendemos aqui o porque tanto se fala que o cálcio é essencial na contração muscular. Este mineral está armazenado dendro das células dentro dos retículos sarcoplasmáticos que se distribuem homogeneamente por toda a célula graças aos Túbulos T, podendo assim manifestar o processo de contração por todo o miofilamento; caso contrário haveria contração apenas numa parte do miofilamento próxima ao retículo sarcoplasmático. Graças à despolarização por toda o sarcolema (explicado acima), as cisternas de retículo sarcoplasmático têm sua membrana permeável ao cálcio e a favor do gradiente, elas liberam Cálcio para o sarcoplasma. Esse aumento de concentração de cálcio no sarcoplasma é o responsável pela contração, pois a subunidade TnC da troponina liga-se ao cálcio escondendo a tropomiosina mais adentro do sulco da actina, expondo os sítios de ligação desta. A miosina que possue em sua cabeça uma ATPase já se encontra ligada à um ATP e com essa conformação ela fica bem afínica pela actina, e ao se ligarem (formando uma ponte cruzada), a hidrólise de ATP é realizado liberando ADP e Pi, e então as artiçulações mudam de conformação "puxando" a actina F. Quando ela estabelece sua máxima contração a miosina torna-se novamente afínica ao ATP, e quando ligar-se à um a miosina perde sua afinidade pela actina e se separa dela, voltando à sua conformação normal. Se houver sítio de ligação da actina disponível, repetirá o processo.













23/11/09

Drogas


Em busca do melhor desempenho em competições, muitos atletas procuram, de qualquer maneira, alcançar seus objetivos. Os meios utilizados para isso consistem, muitas vezes, no uso de drogas que melhoram o desempenho. Existem diversos tipos de substâncias, que podem agir em diferentes pontos, melhorando, por exemplo, a capacidade de oxidação de lipídios, a resposta muscular, a diurese, etc. O Comitê Olímpico Internacional possui uma lista extensa, contendo todas as substâncias proibidas em competições, bem como métodos proibidos e substâncias que não podem ser utilizadas em esportes específicos.
Exemplos de substâncias proibidas em competições são os esteróides anabólicos. Os anabólicos podem ser exógenos, ou endógenos (produzidos pelo corpo). Quando os esteróides anabólicos são endógenos, podem ser considerados proibidos caso tenham sido administrados por via exógena. Um exemplo de anabólico endógeno é a testosterona. Outras substâncias que se encontram na lista são alguns hormônios, como por exemplo, o GH, hormônio do crescimento.

“O hormônio do crescimento é um hormônio anabólico e tem sido usado no combate às desordens que resultam do crescimento limitado (como o nanismo) ou do aumento do desgaste corporal (como a AIDS). O uso óbvio do hormônio do crescimento para acentuar a hipertrofia muscular tornou-o atrativo para os atletas, que vislumbravam melhora do desempenho devido ao aumento de massa muscular. Benefícios adicionais decorrentes da administração do hormônio do crescimento observados pelos atletas incluem o aumento do consumo de ácidos graxos livres pelo corpo, levando à diminuição do conteúdo de gordura, aumento do crescimento dos ossos longos ainda imaturos e em ossos planos e acentuada cicatrização de lesões do músculo esquelético(...).
Esteróides anabólicos são uma família de hormônios esteróides similares aos hormônios esteróides naturais (por exemplo, testosterona) que aumentam a síntese protéica e a hipertrofia muscular resultantes (anabólico), assim como o desenvolvimento dos caracteres sexuais secundários (androgênico), tais como hirsutismo, agravamento da voz e comportamento agressivo. Por causa dessas características, essas drogas foram denominadas esteróides anabólicos androgênicos.
O aumento natural dos esteróides anabólicos nos homens aumenta a massa magra e desenvolve os caracteres sexuais secundários. A suplementação com esteróides anabólicos androgênicos determina aumentos adicionais de massa magra, diminuição de massa de gordura e aumentos maiores da força muscular em relação aos aumentos obtidos somente pelo treinamento.
As doses de esteróides utilizadas são relevantes porque pesquisas demonstraram que ganhos acentuados de hipertrofia e força só ocorrem com a utilização de doses muito altas. Não se sabe qual o conteúdo ótimo de proteína que promove ganhos máximos de hipertrofia quando esteróides anabólicos são utilizados em associação ao treinamento; entretanto, no de força, é necessário uma ingestão de pelo menos três vezes a quantidade diária recomendada. As mesmas considerações também são verdadeiras em relação ao hormônio do crescimento.” (Robergs, 2002:258)

Diuréticos também estão incluídos na lista, pois aumentam a diurese, diminuindo dessa forma a retenção de líquidos pelo corpo. Isso ajuda a diminuir o peso corporal, fator que pode auxiliar no desempenho.
Além disso, a lista possui diversas outras substâncias, e a que está em vigor será válida até 31 de dezembro de 2009. Um dado interessante é que a cafeína, substância de amplo consuma pela população, pode causar efeitos que auxiliam no desempenho físico:

“Algumas drogas têm registrado efeitos na disponibilidade e utilização de substratos durante os exercícios. Um clássico exemplo é a cafeína, que aumenta a mobilização de FFA do tecido adiposo e a concentração de plasma FFA. Desde os primeiros 30 minutos na realização de exercícios com 70% de VO2max., a concentração de plasma FFA é lenta para aumentar (ou deve inicialmente diminuir); a ingestão de cafeína, em dosagem suficiente para aumentar consideravelmente a lipólise e aumentar a disponibilidade de plasma FFA nos primeiros estágios do exercício, pode economizar a utilização dos estoques limitados do glicogênio muscular, fazendo com que a duração do exercício se estenda. A cafeína também é conhecida por possuir efeitos neurológicos, que devem ser mais importantes por seus efeitos ergogênicos. Outros processos que aumentam a concentração do plasma FFA (como injeção intravenosa de heparina) também estimulam a contribuição de oxidação da gordura para a provisão de energia e resultam na economia de glicogênio. A administração de acido nicotínico, que inibe a lipólise, possui efeito contrário. Outras drogas influenciam a utilização de substratos pela alteração hormonal em resposta aos exercícios ou por agir como agonistas ou antagonistas para as ações hormonais.” (Maughan, 2000:32).

PS: FFA = ácidos graxos livres.

Bibliografia:

Maughan, R. Bioquímica do Exercício e Treinamento. São Paulo:Editora Manole Ltda., 2000

http://www.areadetreino.com.br/wp-content/uploads/2009/10/lista_proibida-anti-doping.pdf

Robergs, A. Princípios Fundamentais de Fisiologia do Exercício para Aptidão, Desempenho e Saúde. São Paulo: Phorte Editora, 2002